Come on, come on, come on, come on now, touch me, babe. Can't you see that I am not afraid? What was that promise that you made? Why won't you tell me what she said? What was that promise that you made? Now, I'm gonna love you 'til the heaven stops the rain. I'm gonna love you 'til the stars fall from the sky for you and I.








people in motion.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Rob, Eu, Ray e John.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sobre Estar em Casa.




          Minha mãe, Clare Clarice, era ligeiramente lunática, divertida e amorosa, e era também uma das cinco crianças filhas de um advogado desonesto de Wisconsin que uma vez se tinha candidatado a um cargo público pela lista comunista. A mãe dela morreu quando ela ainda era jovem. Em 1941, quando tinha 21 anos e meu avô tinha se mudado para o Alasca para trabalhar como carpinteiro, Clare foi visitar uma irmã grávida no Hawaii. Foi quando conheceu meu pai, Steve, num baile da Marinha. Steve tinha crescido numa pequena cidade do centro da Florida e era o único homem dos três filhos de um conservador proprietário de uma lavandaria. Quando criança, tinham-lhe dado injeções na tiróide para estimular o seu crescimento, e no liceu em que estudou, o primo e o melhor amigo dele lhe chamavam de cowboy: um tanto quanto sentimental e um metodista enérgico, mas bastante popular entre as raparigas. Steve se graduou na Academia Naval dos Estados Unidos quatro meses mais cedo do que o padrão comum, em Fevereiro de 1941 - depois do curso de instrução ter sido acelerado para produzir uma nova classe de oficiais para a eminente Guerra Mundial.

          Steve e Clare comprometeram-se por volta da época em que os japoneses bombardearam Pearl Harbour. Casaram-se rapidamente, em Abril de 1942, pouco tempo antes do navio lança-minas de Steve ter sido tirado da doca seca e ter regressado ao serviço no Pacífico Norte. No ano seguinte ele foi mandado para Pensecola, Florida, para treinos de voo, e, exatamente onze meses mais tarde, em 8 de Dezembro de 1943, eu, James Douglas Morrison, nascia para a guerra em Melbourne, Florida, perto do Cabo Canaveral – como é conhecido atualmente.

          Meu pai nos deixou quando eu tinha 6 meses para voltar ao Pacífico e pilotar Hellcats de um porta-aviões. Clare e eu vivemos com os pais dele em Clearwater durante os três anos seguintes. A casa, precisamente no Golfo do México, era governada de um modo cuidadosamente preceituado e todos os residentes eram influenciados por clichês vitorianos: as crianças devem ser vistas, mas não ouvidas... Ignora-se qualquer coisa desagradável e ela desaparece... O asseio era quase uma religião... Meus avós paternos foram criados na Geórgia e nenhum deles bebia ou fumava. O comportamento de Clare durante a ausência de seu marido foi impecável, mas entre a opressão dos seus parentes e o aborrecimento tedioso de Clearwater, ela estava ansiosa pelo regresso de Steve do Pacífico, quase um ano depois da guerra ter acabado no úmido solstício de Verão de 1946. A inconstância e separação que caracterizou a nossa família durante a guerra continuou durante toda minha infância. A primeira tarefa de meu pai no pós-guerra foi em Washington D. C, mas apenas permanecemos lá por seis meses, até que ele fosse enviado - a primeira de duas vezes - para Albuquerque, onde foi instrutor durante um ano num dos programas militares de armas atômicas. Mais ou menos nesta época, eu, com quatro anos, ganhei uma irmã.

          Foi na ida para Albuquerque, enquanto viajava com meus pais na auto-estrada de Santa Fé, que vivenciei o que mais tarde saberia ter sido o momento mais importante da minha vida. Chegamos até um caminhão virado na estrada e vimos índios Pueblos feridos e morrendo, jazendo no asfalto para onde tinham sido atirados. Comecei a chorar. Steve parou o carro para ver se podia ajudar e deu um pulo até um telefone para chamar uma ambulância. Olhei fixamente através da janela do carro para a cena caótica, ainda chorando, até que meu pai voltasse ao carro e nós partíssemos, eu não estava calmo. Fiquei cada vez mais perturbado, soluçando histericamente. Eu queria ajudar, precisava ajudar...

          Meu pai me consolou, enquanto minha mãe segurava meus braços.
          - Está tudo bem, Jimmy. – era como meus pais me chamavam até meus sete anos de idade - Está tudo bem.
          - Eles estão morrendo! Eles estão morrendo!

          Finalmente, querendo me acalmar, meu pai disse:
          - Foi um sonho, Jimmy, na verdade nada aconteceu, foi um sonho.

          Eu continuei a soluçar, e enquanto o carro lentamente se afastava do caminhão, meus olhos caíram sobre a figura de um índio jogado no asfalto, as mãos torcidas em direção ao céu. Parecia que ele dizia algo, mas eu não o entendia. Quando nosso carro deixou o cruzamento, eu o vi morrer, e vi também a sua alma passear ao longo da estrada, vindo em direção ao carro, e então entrando em meu corpo. O que ali aconteceu, por muitos anos guardei só pra mim.



           Em Fevereiro de 1948, Steve foi mandado para o mar como “oficial especial de armas”, a bordo de outro porta-aviões. Vivíamos, então, em Los Altas, no Norte da Califórnia, minha quinta casa em quatro anos. Foi ali que comecei a frequentar a escola e também que meu irmão Andy nasceu. Quando eu tinha sete anos, nos mudamos novamente, desta vez para Washington. E, um ano mais tarde, em 1952, quando meu pai foi enviado para a Coreia para coordenar os ataques aéreos a partir dos porta-aviões, regressamos à Califórnia, estabelecendos-nos em Claremont, perto de Los Angeles. Bem, uma família de militar sabe que não permanecerá por muito tempo num mesmo lugar, e raramente tem chance de escolher para onde ou quando fará a próxima mudança. Uma família da marinha sabe que, mesmo em tempos de paz, o pai passará longos períodos a bordo e, ao contrário dos militares colocados em terra, não pode levar consigo os seus dependentes. Os membros da família aprendem a viajar sem malas, normalmente adquirindo apenas bens essenciais, como mobília, prataria, louça e roupa branca. Eu e meus irmãos tinhámos brinquedos e livros, mas não em abundância.

          Muitas famílias não estão ansiosas por estabelecer novas amizades, sabendo que a relação só pode durar um ou dois anos. Outros tentam loucamente arranjar amigos e, ou se esgotam emocionalmente, ou forçam tanto que ofendem a ordem estabelecida. É claro que a familiaridade das bases militares e a camaradagem que existe entre todos ajuda a contrabalançar a estranheza de uma nova comunidade. A família de um oficial é sempre bem-vinda na comunidade dos oficiais, onde se pode juntar a outras nesta sociedade altamente móvel. Isto acontece especialmente na marinha, cujos oficiais constituem um grupo razoavelmente pequeno e íntimo. Ao longo dos anos, muitos dos grandes amigos de Steve e Clare foram outros oficiais da marinha e suas mulheres, cujos caminhos atravessaram e tornaram a atravessar na vida. Por outro lado, as crianças encontram geralmente os seus amigos na escola, e os da marinha têm que procurar novos amigos mais frequentemente.

          Sobre como nos criar, quando eu ainda era pequeno, Clare e Steve concordaram em nunca levantar a mão às crianças, e em praticar qualquer outra espécie de disciplina, raciocinar com elas, tornar tudo muito claro quando tivessem errado... Algumas vezes esta disciplina tomou a forma de uma reprimenda, outras vezes de um silêncio gélido. Eles tentavam nos fazer chorar, Nos diziam que estávamos errados, nos diziam por que estávamos errados e nos diziam por que era errado estarmos errados. Andy sempre tentava ser firme, mas os dois sempre conseguiam fazer-lo sentir-se culpado e ele sempre acabava chorando. Eu não. Eu aprendi a não chorar.
  
          Por volta dos meus dez anos de idade eu já era bastante parecido com o Jim que me tornaria na vida adulta, ainda que na época fosse ligeiramente gordo. Minha inteligência e meu charme, natural, assim como minhas boas maneiras, me tornaram um dos favoritos dos professores, e presidente da quinta série. Por outro lado, também já era capaz de chocar os mais velhos com uma linguagem fanfarrona e chocante. Conduzia a minha bicicleta sem as mãos e fui expulso dos escouteiros por ter batido na cabeça do chefe. Perseguia o Andy: dividíamos o mesmo quarto na casa de Claremont e se havia alguma coisa que eu detestava, era o barulho de respiração forte, principalmente quando estava lendo, vendo televisão ou tentando dormir. Andy sofria de amigdalite crônica, o que tornava difícil a sua respiração de noite. Às vezes, ele acordava ofegante tentando desesperadamente respirar, e descobria que tinha a boca tapada com papel celofane. Na outra cama, eu fingia dormir ou continha o riso, silenciosamente. 





Jim.

sábado, 19 de novembro de 2011

‎"Ah... a roupa de penguim? Foi só por diversão, na verdade. Alguém, bem no começo de tudo, me perguntou, em um daqueles questionários múltiplos que as revistas tipo 'Jacky' costumavam entregar para os jovens astros pop preencherem (provavelmente ainda o fazem), o que eu queria ser quando crescesse. Eu escrevi "um penguim".

E daí em diante, penguins de todas as formas e tamanhos, fofos ou não, choveram na minha vida! Eu sempre gostei destas pequenas criaturas, e eu sempre quis ir viver com elas por um tempo, como o Sr. Forbush fez [em um filme do reino unindo de 1971, Mr. Forbush and the penguins]... mas foi mais um comentário que eu simplesmente deitei fora.

Havíamos todos nos fantasiado para aquela festa tempos atrás, logo no começo do Queen, e quando chegou a hora de fazer o vídeo para "Slightly Mad", foi idéia do Freddie que eu trouxesse a fantasia de penguim de volta à cena. Ele disse: claro que você deve ser um penguim de novo". Provavelmente ciente de que esta seria a última vez que qualquer um de nós iria fantasiar-se para um vídeo do Queen."

- Brian

"O jeito que o Freddie jogava Scrabble, lembra ?
Ele fazia o possível pra sempre ganhar mais pontos."
"Inventava palavras."
"É, tipo lacka-lacka."
"Filho-da-mãe! rs"
"rs"

sábado, 12 de novembro de 2011


WHEN THE MUSIC IS OVER
TURN ON THE LIGHTS
TURN ON THE LIGHTS
YEAAAAAAH!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

6 de Novembro de 1969

Um dia chuvoso em Los Angeles, nós, The Doors, gravávamos o "Morrison Hotel". Fui entrevistado por Howard Smith, repórter do Village Voice - a bem da verdade foi mais como uma conversa informal, no que era nosso "escritório". Kathy [Lisciandro] também estava lá, acho que se pode ouvir sua voz no vídeo. Bill Siddons também? Não lembro. Possivelmente. Ele talvez tentasse manter a entrevista indo em frente e nos trilhos. O velho Tom Baker também estava lá.

Eu estava de bom-humor, relaxado. Falava sobre o meu filme “HWY”, e o futuro da banda. Eu via a banda indo em frente por pelo menos mais uns sete, oito anos. Ouvir dizer que nos odeiam.. Bem, nós somos a banda que todos amam odiar. Não interessa que talvez seja apenas uma brincadeira, eu já percebi que geralmente, quando as pessoas parecem estar brincar, na verdade falam muito sério. E quando estão sérias, é sempre muito engraçado.







domingo, 6 de novembro de 2011

Um dia, quando a neve se acumulava no alto das montanhas fora de Albuquerque, perto do Pico de Sandia, meu pai Steve e minha mãe Clare nos levaram para andar de tobogã. Steve estava trabalhando na contígua Base Aérea de Kirkland, onde era o oficial executivo e o segundo homem mais importante naquilo que se chamava "Armas Especiais da Aeronáutica Naval". Isto significava energia atômica, ainda então um assunto misterioso que não podia ser discutido em casa. Era o Inverno de 1955 e eu tinha completado doze anos havia poucas semanas. A minha irmã, Anne, que estava se tornando uma espécie de menina traquina e gorda, faria nove anos menos de um mês depois. Andy, meu irmão, um pouco mais robusto do que eu, tinha metade da minha idade.

O quadro era a simplicidade do Inverno: ao fundo, as montanhas de Sange de Cristo, no Novo México, cobertas de neve; em primeiro plano, bochechas rosadas, cabelos escuros ondulantes quase escondidos por gorros quentes – éramos crianças saudáveis com casacos grossos, subindo em tobogãs de madeira. Não estava nevando, sentia-se apenas as rajadas secas e ardentes sopradas pelo vento da montanha. Na extremidade do declive, coloquei Andy na parte da frente do trenó. Anne sentou-se logo atrás dele e eu me enfiei na retaguarda. Utilizando as mãos enluvadas, nos impelimos para a frente e deslizamos fazendo grande algazarra. Íamos cada vez mais depressa.

No trajeto havia uma cabana, da qual nos aproximávamos a grande velocidade. O tobogã precipitou-se pela montanha abaixo como uma nave espacial rompendo o frio do espaço exterior. Andy apavorou-se. “Saltem!”, ele gritava. “Saltem! Saltem!” As galochas de Andy tinham ficado presas debaixo da parte da frente do tobogã onde ele se agitava, balançando em todas as direções. Lembro que ele tentou inclinar-se para trás para se libertar, mas Anne, que estava atrás dele, não podia mover-se. Eu os empurrava para a frente pela retaguarda, segurando-os desamparado. A cabana aproximou-se rapidamente. “Saltem! Saltem!”. O tobogã estava a menos de 20 jardas da cabana posicionada no trajeto direto para uma horrível colisão.

Anne estava como se visse a morte diante de si, a cara paralisada de terror. Andy soluçava. O tobogã passou por baixo de uma grade de amarração e foi detido pelo nosso pai, coisa de cinco pés antes da cabana. Logo que caímos do trenó, Anne balbuciou histericamente como eu havia os empurrado para a frente e não os deixara escapar. Andy continuava a chorar. Steve e Clare tentaram tranquilizar os dois enquanto eu permanecia perto, olhando contente: “Estávamos só nos divertindo”, eu disse.