Velerie esperou até que todos terminassem o hino de Hogwarts, o que foi um grande tormento, tendo em conta que os gêmeos Weasley levaram quase a noite inteira em ritmo de marcha fúnebre. Viu todos os alunos retirarem-se do grande Salão, em direção as suas salas comunais e aos dormitórios. Viu quando Snape saiu da mesa dos professores, com uma mesura para Dumbledore, e saiu do Salão, com suas vestes negras esvoaçantes. O jeito que ele andava ainda era o mesmo da juventude dos dois, extremamente solene, mas cheio de personalidade. “Bom, exatamente como o próprio Sev”, ela pensou consigo mesma.
Tentou escapulir dos velhos professores que haviam lhe ensinado e ainda estavam em Hogwarts, mas não conseguiu. Teve que inventar uma história sobre como esteve ocupada esses dez anos no exterior, estudando as sociedades bruxas e trouxas ao redor do mundo. Ninguém, além de Dumbledore e talvez Severo, que era extremamente fiel ao diretor, deveria saber da verdade sobre sua ausência do mundo bruxo. Parou a Profa. Minerva no pé da escada e, como quem não queria nada, perguntou onde eram os aposentos de Severo.
- Ah, Vel, minha querida. Antes de qualquer coisa, você deveria saber... – Minerva respondeu-lhe, sem conseguir, entretanto, esconder sua curiosidade sobre o motivo daquela pergunta. – Que é muito bom ter você de volta em Hogwarts. E o Prof. Snape, naturalmente, encontra-se nas masmorras, onde ensina Poções e insiste em viver. Não sei como consegue, naquele lugar tão abafado e frio...
- Ah, Profa. Minerva, ambas sabemos que nenhum lugar estaria mais adequado à personalidade dele, não é verdade?
- Bom, sim, acho que devo admitir que você está com a razão. – Ela disse-lhe, relutante.
- Nesse caso, professora, tenha uma ótima noite e nos vemos amanhã, no café, não?
E antes que Minerva pudesse fazer-lhe mais perguntas sobre os bruxos espanhóis ou trouxas escoceses – pelos quais parecia nutrir um profundo interesse- Velerie tomou o caminho rumo às frias masmorras de Hogwarts.
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