O teu pai agora é capitão, Jim – disse-me minha mãe. – O capitão de um dos maiores porta-aviões do mundo, o Bon Homme Richard. Há três mil homens naquele barco e todos respeitam o teu pai, e ele tem esse respeito porque é um excelente disciplinador. Como ele se sentiria se o seu filho, o seu próprio filho, aparecesse ali como um beatnik ? Você não vê que precisa mudar, e que fazes isso pelo teu pai ?
Foi então que eu aceitei aquele papel ridículo, pus a máscara. Oras, que me importava perder um dia ou dois, ou talvez até uma semana dentro daquele navio, desde que fosse para que meu pai se sentisse comodamente feliz. Com seu filho em seu navio e seus marinheiros, saltitantes, celebrantes, com cerveja ?
Cortei meu cabelo rente e fui-me até o Moby Dick.
Quando cheguei lá, disseram-me que meu corte ainda não cumpria as exigências e trataram de levar-me ao barbeiro do navio, para outro corte. Sentia-me furioso, queimando, feito brasa por dentro. Entretanto, permiti que me cortasse o cabelo ao estilo capitão: tosquiado, curto atrás e dos lados, apenas suficientemente grande em cima para fazer a risca.
Meu pai parecia verdadeiramente orgulhoso, mas atento a todos os meus movimentos. Levou-me à ponte de comando; apresentou-me aos oficiais. Apertei todas aquelas mãos sem a menor vontade e agradeci graciosamente as apresentações, sem sorrir um segundo sequer. Um fotógrafo oficial da marinha tirou algumas fotografias.
Mais tarde, foram lançados ao mar alvos parecidos com figuras humanas, e puseram em minhas mãos uma metralhadora e me deram a oportunidade de atirar nos objetos que se agitavam no oceano. E eu atirava naquilo como se atirasse em todos aqueles presentes no navio.
Foi então que eu aceitei aquele papel ridículo, pus a máscara. Oras, que me importava perder um dia ou dois, ou talvez até uma semana dentro daquele navio, desde que fosse para que meu pai se sentisse comodamente feliz. Com seu filho em seu navio e seus marinheiros, saltitantes, celebrantes, com cerveja ?
Cortei meu cabelo rente e fui-me até o Moby Dick.
Quando cheguei lá, disseram-me que meu corte ainda não cumpria as exigências e trataram de levar-me ao barbeiro do navio, para outro corte. Sentia-me furioso, queimando, feito brasa por dentro. Entretanto, permiti que me cortasse o cabelo ao estilo capitão: tosquiado, curto atrás e dos lados, apenas suficientemente grande em cima para fazer a risca.
Meu pai parecia verdadeiramente orgulhoso, mas atento a todos os meus movimentos. Levou-me à ponte de comando; apresentou-me aos oficiais. Apertei todas aquelas mãos sem a menor vontade e agradeci graciosamente as apresentações, sem sorrir um segundo sequer. Um fotógrafo oficial da marinha tirou algumas fotografias.
Mais tarde, foram lançados ao mar alvos parecidos com figuras humanas, e puseram em minhas mãos uma metralhadora e me deram a oportunidade de atirar nos objetos que se agitavam no oceano. E eu atirava naquilo como se atirasse em todos aqueles presentes no navio.
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