
Penetrar nas coisas não é realmente do meu interesse. Passar adiante ou ao lado das coisas não é do meu interesse. A minha única motivação é atravessar tudo. Eu li sobre os outros que o fizeram antes de mim, e acredito que é possível. E quero que vocês venham comigo. Estaremos dentro dos portões ao anoitecer.
Esses primeiros anos mágicos de minha vida não são mais do que visitas abreviadas a este outro lugar - um território que transcende o bem e o mal; uma paisagem sensual, dramática e musical. E, claro, a derradeira investida para o outro lado é a morte. É possível andar na cerca entre a vida e a morte, entre "cá" e "lá" por muito tempo. Eu o faço, acenando freneticamente o meu braço para que vocês se juntem a mim.
Tristemente, preciso mais de vocês do que vocês de mim. Seguramente, sei que não estão preparados para onde os quero levar. Querem me observar e querem seguir-me, mas não o fazem. Não podem. E eu não posso parar. Assim, sigo sozinho, sem vocês. Nunca mais haverá alguém como eu.
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