Come on, come on, come on, come on now, touch me, babe. Can't you see that I am not afraid? What was that promise that you made? Why won't you tell me what she said? What was that promise that you made? Now, I'm gonna love you 'til the heaven stops the rain. I'm gonna love you 'til the stars fall from the sky for you and I.








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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sobre a vida.

          Os meus primeiros seis meses na UCLA não foram notáveis, exceto nas férias da Páscoa, quando eu e dois dos meus colegas - um intelectual melancólico e barbudo de Nova Iorque e uma rapariga irlandesa mais velha - passamos três dias de bebedeira em Tijuana. Durante o resto do semestre da Primavera, eu permaneci em minha rotina vagarosa - aulas em edifícios dispersos no vasto campus de árvores alinhadas; largas horas de leitura, sozinho nas bibliotecas da universidade ou no meu pequeno apartamento; e, aos domingos, telefonemas para Mary na Flórida, utilizando um telefone público e apenas pagando os primeiros três minutos, mas falando normalmente durante uma hora ou mais, não assinalando quando acabava. Às vezes, eu ia de tarde e de noite ao Lucky 4, um restaurante e bar mexicano a cerca de uma milha do campus, não longe do Hospital Para Veteranos de Guerra. Gostava do lugar. Havia mulheres ao bar e homens cegos puxando amigos sem pernas em cadeiras de rodas que orientavam a direção. Algumas vezes os aleijados ficavam e lutavam, batendo-se com as muletas. Faziam-me lembrar uma história de Nelson Algrem. Era um "lugar asseado" para beber.

          Aos fins de semana, eu ia para a praia de Venice. Venice era a meca da geração beat e da tradição boêmia dos anos cinquenta. Poetas, pintores e estudantes viviam sem gastar tanto dinheiro, em grandes quartos de casas vitorianas outrora elegantes, ou em quartos pequenos ao lado dos canais. Quando o Verão chegou, voltei para Corolado. Estava magro após uns meses de refeições pobres e falhas, mas depressa recuperei minha forma. Depois parti de novo para o México, desta vez com meu irmão e meu padrinho, um oficial da marinha que servia com meu pai no Pacífico. Andy, meu irmão, dizia que era uma viagem dada à bebedeira. Andamos cerca de cem milhas para Sul, para Enseada. Eu mostrei-lhe a vida. Bebiámos cervejas e eu o levava de bar em bar, discutindo com os mexicanos em espanhol quando tentavam ludibriar-nos. Falando com as prostitutas, correndo através de ruelas, fugindo dos cães. Foi fantástico.

          De volta à zona de San Diego, iámos frequentemente ao cinema, e algumas vezes eu roubava vinho e me embebedava. Naquela época, quando eram filmes sobre o exército americano, costumavam tocar o hino nacional. Uma vez, enchi o cinema com minha voz: Ohhhh seyyyy cannn youuu seee...!! Era o único que cantava.

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