Velerie Moon sorria ao ver os Dursley lutando para colocar o malão do menino Potter no pequeno bagageiro do carro. Finalmente, depois de dez tortuosos anos, a bruxa poderia voltar ao mundo ao qual pertencia. Finalmente, depois de vigiar, proteger e cuidar de Harry à distância, ela poderia voltar à comunidade mágica e rever aqueles que havia deixado para trás.
Retirou a varinha do bolso do casaco e, murmurando um feitiço, fez com que o malão de Harry deslizasse facilmente para dentro do carro. Adorava a expressão que os Dursley sempre faziam quando ela executava pequenas mágicas como essa, e eles não sabiam explicar de onde vinham. Por dez anos, sua varinha só tinha conhecido feitiços feitos em nome de Harry Potter.
Era sua tarefa cuidar para que ele não fosse descoberto no mundo dos trouxas; ninguém, exceto os Dursley, poderia perceber as estranhas coisas que ele era capaz de fazer. Não sabia dizer ao certo quantas memórias havia alterado ao longo dos anos, mas com certeza eram muitas, incluindo os trouxas da escola de Harry e as pessoas que às vezes o viam na Rua dos Alfeneiros.
As outras coisas, pequenas, ela fazia porque sentia necessidade de dar-lhe uma espécie de carinho, mesmo que ele nem soubesse disso. Foi assim quando fez com que os cabelos dele crescessem de volta ao comprimento normal em uma só noite, depois daquele corte desastroso que a tinha Petúnia tinha-lhe feito. Ou da vez que, através da janela da cozinha, encolhera aquele horrível macacão marrom com pompons cor de laranja que ela tentava forçar pela cabeça do garoto. Pobrezinho, depois de perder os pais, ter que ir morar com aqueles trouxas horríveis... E ainda por cima sem saber o que era ou que ainda tinha ela, Velerie, sua madrinha, melhor amiga de sua mãe, para contar no mundo!
Finalmente todos entraram no carro e partiram para a estação de trem. Então, com um último olhar em direção à casa que habitara ali, na Rua dos Alfeneiros, Velerie sorriu e aparatou rumo à Hogwarts.
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